Rio azul

27 outubro 2005

Mar

Azulejo. Praia de Mira. Foto do autor

Praia de Mira

25 outubro 2005

Marcas (7)

(ACP: Automóvel Clube de Portugal)

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24 outubro 2005

Objectos (2)

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Marcas (6)

Setúbal: Av. Luísa Todi.

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20 outubro 2005

Objectos (1)

Campainha de porta. Foto do autor

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18 outubro 2005

Árvore, fogo e céu

Árvore, céu e fogo. Foto do autor

Sementeira

Fonte: http://www.atarde.com.br//fotos/11082003/mu_algodao_at.jpg
«Cresce a semente
lentamente
debaixo da terra escura.

Cresce a semente
enquanto a vida se curva no chicomo
e o grande sol de África
vem amadurecer tudo
com o seu calor enorme de revelação.

Cresce a semente
que a povoação plantou curvada
e a estrada passa ao lado
macadamizada quente e comprida
e a semente germina
lentamente no matope
imperceptível
como um caju em maturação.

E a vida curva as suas milhentas mãos
geme e chora na sina
de plantar nosso suor branco
enquanto a estrada passa ao lado
aberta e poeirenta até Gaza e mais além
camionizada e comprida.

Depois
de tanga e capulana a vida espera
espiando no céu os agoiros que vão
rebentar sobre as campinas de África
a povoação toda junta no eucalipto grande
nos corações a mamba da ansiedade.

Oh! Dia de colheita vai começar
na terra ardente do algodão!»

José Craveirinha

1955, 1.ª versão, in http://pintopc.home.cern.ch/pintopc/www/Africa/Craveirinha_j/Sementeira.htm

Índice

Objectos (4)
Diz
Olhar
Mar
Marcas(10)
Tudo em ti é milagre
Azulejos (10)
Ronde
Marcas (9)
Um poeta da carpintaria
Marcas (8)
Azuis e brancos do Alentejo
Ajoute une ligne de ta main
Macroscópio (7)
Descobrimento
Rio Sado (2)
Objectos (3)
Mar
Marcas (7)
Objectos (2)
Marcas (6)
Objectos (1)
Árvore, fogo e céu
Sementeira
Branco, azul e um pouco mais
Le Paon
É preciso
5 de Outubro
Pão
Azulejo (9)
Eu sou carvão
Marcas (5)
Gárgula
Luz
Pátria proprietária
Relógio de sol (4)
Eis como tudo entra de súbito pelas palavras
Azulejo (8)
O Deus de Elmano
Relógio de sol (3)
Um farol na cidade
Calafate
Águas de Carvalhelhos
Ilusão
Brancanes
Azulejo (7)
As ilhas
Telhado
Memória (2)
Sal
Memória (1)
Uma bica
Macroscópio (6)
O claro azul mediterrânico
Moinho
O que é bonito neste mundo
Macroscópio (5)
J'arrive où je suis étranger
Marcas (4)
Jour de fête aux environs de Paris
Império
Quand donc finira la semaine
Relógio de sol (2)
Vê gigantes? São gigantes.
Relógio de sol (1)
Antonio Torres Heredia
Azulejo (6)
Marcas (3)
Macroscópio (4)
Descoberta das ilhas
Vermelho sobre azul
Marcas (2)
Rios
Olhar
Macroscópio (3)
O vento levará os mil cansaços
Olhar de perto
Leitura
Azulejo (5)
Alentejo (1)
He andado muchos caminos
Mais alto
Azulejo (4)
Escrita
Marcas (1)
Livres como o vento
Azulejo (3)
Descartes (1)
Azulejo (2)
Um lugar de harmonia
Ontem, hoje, amanhã...
Le salut de la terre
Olhar de perto (1)
Quand nous en serons au temps des cerises
A espera (2)
Rio Sado (1)
Fruto de Caím
Azulejo (1)
Les jours s'en vont je demeure
Passos na areia
A espera (1)
Sube a nacer conmigo, hermano
Macroscópio (2)
Al andar se hace camino

Macroscópio (1)
Amei tudo o que fiz na vida
Le poids du secret
Deixa-me ser tambor
Le visage du bonheur
Branco sobre azul
Tout ce qui fait douce la vie des hommes
Nada deve parecer impossível de mudar
Branco e azul
Aqui
Com um rio na algibeira
Esteira e cesto

Branco, azul e um pouco mais

(Setúbal: Casa do Corpo Santo)

10 outubro 2005

Le Paon

En faisant la roue, cet oiseau
Dont le pennage traîne à terre,
Apparaît encore plus beau,
Mais se découvre le derrière

Apollinaire, Le Bestiaire

08 outubro 2005

É preciso

É preciso enterrar el-rei Sebastião
é preciso dizer a toda a gente
que o Desejado já não pode vir.
É preciso quebrar na ideia e na canção
a guitarra fantástica e doente
que alguém trouxe de Alcácer Quibir.

Eu digo que está morto.
Deixai em paz el-rei Sebastião
deixai-o no desastre e na loucura.
Sem precisarmos de sair do porto
temos aqui à mão
a terra da aventura.

Vós que trazeis por dentro
de cada gesto
uma cansada humilhação
deixai falar na nossa voz a voz do vento
cantai em tom de grito e de protesto
matai dentro de vós el-rei Sebastião.

Quem vai tocar a rebate
os sinos de Portugal?
Poeta: é tempo de um punhal
por dentro da canção.
Que é preciso bater em quem nos bate
é preciso enterrar el-rei Sebastião.

Manuel Alegre, O canto e as armas

05 outubro 2005

5 de Outubro


5 de Outubro. Foto do autor

(Lisboa: Rua de Campo de Ourique n.º 43)

«Pouco faltava para a uma da manhã de dia 4.
Do Centro Republicano de Santa Isabel, situado nas proximidades do Quartel de Infantaria 16, em Campo de Ourique, e onde combinara encontro com o grupo carbonário chefiado pelo civil Meireles, Machado Santos sai para cumprir a missão que lhe fora confiada.
Apenas dispõem de catorze armas.
Mesmo assim não hesitam, nem sequer esperam o quarto de hora que ainda falta para a hora combinada.
Tomam Infantaria 16, onde os sargentos tinham sido já conquistados na totalidade por Machado Santos.»
José Brandão, em http://www.vidaslusofonas.pt/machado_santos.htm

04 outubro 2005

Pão

Espigueiro. Foto do autor

(Coelheira: S. Pedro do Sul)

03 outubro 2005

Azulejo (9)

Azulejo. Tomar. Foto do autor

(Tomar)

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Eu sou carvão

«Eu sou carvão!
E tu arrancas-me brutalmente do chão
e fazes-me tua mina, patrão.

Eu sou carvão!
E tu acendes-me, patrão,
para te servir eternamente como força motriz
mas eternamente não, patrão.

Eu sou carvão
e tenho que arder sim;
queimar tudo com a força da minha combustão.

Eu sou carvão;
tenho que arder na exploração
arder até às cinzas da maldição
arder vivo como alcatrão, meu irmão,
até não ser mais a tua mina, patrão.

Eu sou carvão.
Tenho que arder
Queimar tudo com o fogo da minha combustão.

Sim!
Eu sou o teu carvão, patrão.»

(José Craveirinha)

02 outubro 2005

Marcas (5)

Marca de proprietário em porta. Setúbal. Foto do autor

(Marca de proprietário. Setúbal: Av. Luísa Todi)

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