(Caldas da Rainha: Igreja de Nossa Senhora do Pópulo)
30 setembro 2005
27 setembro 2005
26 setembro 2005
Eis como tudo entra de súbito pelas palavras
«Eis como tudo entra de súbito pelas palavras
A terra e o mar
As mãos e as vozes
Tua guitarra povo
O teu génio
E o teu silêncio
É de súbito um sino tocado pelo vento em todas as aldeias»
(Manuel Alegre)
A terra e o mar
As mãos e as vozes
Tua guitarra povo
O teu génio
E o teu silêncio
É de súbito um sino tocado pelo vento em todas as aldeias»
(Manuel Alegre)
23 setembro 2005
22 setembro 2005
20 setembro 2005
19 setembro 2005
14 setembro 2005
13 setembro 2005
Brancanes
Setúbal, domingo
Meu Caro Amigo
Não demorem a sua vinda aqui porque não sabem o que os espera. Brancanes é um paraíso. Tenho um terraço sobre um vale de laranjais, com uma plateia de montes em frente. S. Luís, Palmela e outros. Excede tudo, meu amigo. Há o terraço sobre a igreja de onde se domina Setúbal e todo o Sado: é deslumbrante. Depois árvores verdadeiras e não os «fac-símiles» pistóporos e eucaliptos da mata de Cascais. Obra de frades. O Convento é enorme; na casa que habito cabia um regimento, na sala em que lhe escrevo, aloja-se uma comunidade. Venham depressa. Para vir comboio às 4,30 para voltar daqui às seis horas. Bem agora o luar, e estes terraços, estes montes à noite serão de enlouquecer.
Um abraço do seu
Ex-corde
Oliveira Martins
(Carta a Henrique de Barros Gomes, escrita em Brancanes, Setúbal)
Meu Caro Amigo
Não demorem a sua vinda aqui porque não sabem o que os espera. Brancanes é um paraíso. Tenho um terraço sobre um vale de laranjais, com uma plateia de montes em frente. S. Luís, Palmela e outros. Excede tudo, meu amigo. Há o terraço sobre a igreja de onde se domina Setúbal e todo o Sado: é deslumbrante. Depois árvores verdadeiras e não os «fac-símiles» pistóporos e eucaliptos da mata de Cascais. Obra de frades. O Convento é enorme; na casa que habito cabia um regimento, na sala em que lhe escrevo, aloja-se uma comunidade. Venham depressa. Para vir comboio às 4,30 para voltar daqui às seis horas. Bem agora o luar, e estes terraços, estes montes à noite serão de enlouquecer.
Um abraço do seu
Ex-corde
Oliveira Martins
(Carta a Henrique de Barros Gomes, escrita em Brancanes, Setúbal)
12 setembro 2005
As ilhas
«Navegámos para Oriente -
A longa costa
Era de um verde espesso e sonolento
Um verde imóvel sob nenhum vento
Até à branca praia cor de rosas
Tocada pelas águas transparentes
Então surgiram as ilhas luminosas
De um azul tão puro e tão violento
Que excedia o fulgor do firmamento
Navegado por garças milagrosas
E extinguiram-se em nós memória e tempo»
Sophia: As Ilhas
A longa costa
Era de um verde espesso e sonolento
Um verde imóvel sob nenhum vento
Até à branca praia cor de rosas
Tocada pelas águas transparentes
Então surgiram as ilhas luminosas
De um azul tão puro e tão violento
Que excedia o fulgor do firmamento
Navegado por garças milagrosas
E extinguiram-se em nós memória e tempo»
Sophia: As Ilhas
10 setembro 2005
Memória (2)
«How many times must a man look up
Before he can see the sky?
Yes, 'n' how many ears must one man have
Before he can hear people cry?
Yes, 'n' how many deaths will it take till he knows
That too many people have died?
The answer, my friend, is blowin' in the wind,
The answer is blowin' in the wind.»
(Bob Dylan: Blowin' in the wind. 1963)
Before he can see the sky?
Yes, 'n' how many ears must one man have
Before he can hear people cry?
Yes, 'n' how many deaths will it take till he knows
That too many people have died?
The answer, my friend, is blowin' in the wind,
The answer is blowin' in the wind.»
(Bob Dylan: Blowin' in the wind. 1963)
08 setembro 2005
07 setembro 2005
Memória (1)
«Ma mère m'a dit, Antoine, fais-toi couper les cheveux,
Je lui ai dit, ma mère, dans vingt ans si tu veux,
Je ne les garde pas pour me faire remarquer,
Ni parce que je trouve ça beau,
Mais parce que ça me plaît.
Oh, Yeah!»
Antoine, Élucubrations, 1966
Je lui ai dit, ma mère, dans vingt ans si tu veux,
Je ne les garde pas pour me faire remarquer,
Ni parce que je trouve ça beau,
Mais parce que ça me plaît.
Oh, Yeah!»
Antoine, Élucubrations, 1966
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