Rio azul

05 maio 2007

Luz

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2 Comentários:

  • LUZ DE ONTEM

    Procuro, não sei o que procuro. Procuro
    um céu passado, a véspera extinta. Meu rosto
    vai tão baixo, que antes nos céus ia posto!

    Procuro, não sei o que procuro. Procuro
    auroras idas, que jorravam, inflamadas
    fontes — hoje com águas presas derrotadas.

    Procuro, não sei o que procuro. Procuro
    a grande hora que em mim restou sem figura
    como em um cântaro morto um fim de abertura.

    Procuro, não sei o que procuro. Sob estrelas de
    [ ontem,
    sob as que passaram, procuro
    a luz apagada que ainda enalteço.

    • De La cumpăna apelor (No Divisor de Águas), 1933

    Por Blogger nanda, às 06/05/07, 17:43  

  • Na Luz de um olhar, ergueu-se uma vida disposta a amar...porque era Luar!

    Por Anonymous Anónimo, às 15/05/07, 00:47  

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